Olá.
Faz muito tempo que não escrevo, mas, antes que comecem a me xingar, justificarei a minha ausência. Por muitas vezes nesses 10 meses eu quis compartilhar algo com o mundo. Mas não pude.
Estive ocupado pra caralho.
Acho que muitos (senão todos) sabiam da minha insatisfação com o meu antigo emprego de prestador de serviço
Determinado a mudar de emprego recomecei a distribuir currículos, participei de entrevistas, dinâmicas de grupo e etc. Mas nenhum resultado era satisfatório.
Quando estava ficando puto da vida, fui convidado a participar do processo seletivo para uma multinacional.
Após uma semana de uma rigorosa seleção, fui contratado.
No novo emprego, dinamismo! Desafios constantes! Oportunidades!
Apesar das constantes cobranças por prazos a cumprir por metas a bater, eu finalmente me senti em um local onde minhas habilidades eram plenamente utilizadas. O aprendizado era constante havia a possibilidade de crescimento profissional no futuro.
Era o verdadeiro oposto do emprego anterior (e eu nem falei que o novo salário era quase o dobro)!!!!!
Com tantos estímulos positivos, resolvi mergulhar de cabeça no mundo corporativo. Mas, como nem tudo são flores, em pouco tempo comecei a sentir os efeitos da nova rotina: ansiedade, alterações de humor, agitação me levaram ao descuido com a alimentação, ao aumento do sedentarismo, e ao cansaço.
Houve fins de semana e feriados em que, por mais que eu quisesse e tentasse, não conseguia relaxar.
Antes que começasse a sentir os efeitos do stress, me vi fuçando por qualquer coisa na internet e não demorou até que começasse a me deparar com inúmeros sites, blogs e artigos sobre filosofias e religiões orientais tais como o budismo, taoísmo e zen-budismo, que pregavam uma melhoria da mente. Interessado em conviver melhor com os problemas do dia-a-dia, passei a consumir esse material e, mesmo com o pouco tempo de "estudo", estou conseguindo mudar alguns hábitos que eram prejudiciais à minha saúde (pelo menos hábitos alimentares).
Apesar das melhorias proporcionadas por esses ensinamentos, não sei se quero me aprofundar muito mais neles.
Com o pouco que li do Zen, estou, lentamente, aprendendo a me concentrar no presente. Estou aprendendo a aproveitá-lo, a desfrutá-lo da melhor maneira possível.
Quem sabe, em alguns meses não escreva novamente relatando como os novos hábitos melhoraram a minha forma física ou como me ajudaram a ascender profissionalmente?
O tempo dirá.