quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não sejamos hipócritas ao ponto de criticar o Sarney, o Lula, o FHC ou o diabo-a-quatro.

Boa parte de nossos políticos (senão a maioria deles) não passa de um monte de oportunistas atentos à próxima chance de se dar bem em cima da população.
É de senso comum que o povo está em seu direito de cobrar as devidas providências aos seus governantes. Eu discordo (pelo menos quanto ao nosso país) por um motivo simples: o brasileiro é, salvo casos isolados, um povo que, definitivamente, não merece confiança.

Em nossa bela e ensolarada pátria
a-)"quem não cola, não sai da escola";
b-) é idiota aquele que paga todos os seus impostos/taxas;
c-) é otária a pessoa que prima pela retidão e pelo cumprimento de seus deveres de cidadão(ã);
d-) vacila o motorista que respeitar uma vaga destinada a portadores de necessidades especiais;
e-) é uma besta aquele que não "molhar a mão" do guardinha quando tiver a chance.

Ou seja, vivemos num país onde a Lei de Gérson constitui a base do pensamento popular.

Somos um bando de pessoas que sente ódio pela corrupção nas altas cúpulas do governo enquanto diz, sem nenhuma vergonha, que faria o mesmo se lá estivesse. Temos mais interesse no comportamento dos dirigentes dos clubes de futebol do que no comportamento dos políticos por conta de algum traço de moral forte ao ponto de não criticar aqueles cujos valores nos são comuns.

Ok. Acho que já basta de desabafo. Antes que alguém, que porventura venha a ler esse texto, pergunte ou comente que eu não sou diferente daqueles que acabei de criticar (ressalto a presença de um "nós" presente na maior parte do texto).
Mas, de qualquer forma, assumo que não sou de todo diferente, apenas um cidadão com tendência a otário, besta, vacilão com muita dificuldade para sair da escola.

Um bom dia a todos.