Boa parte de nossos políticos (senão a maioria deles) não passa de um monte de oportunistas atentos à próxima chance de se dar bem em cima da população.
É de senso comum que o povo está em seu direito de cobrar as devidas providências aos seus governantes. Eu discordo (pelo menos quanto ao nosso país) por um motivo simples: o brasileiro é, salvo casos isolados, um povo que, definitivamente, não merece confiança.
Em nossa bela e ensolarada pátria
a-)"quem não cola, não sai da escola";
b-) é idiota aquele que paga todos os seus impostos/taxas;
c-) é otária a pessoa que prima pela retidão e pelo cumprimento de seus deveres de cidadão(ã);
d-) vacila o motorista que respeitar uma vaga destinada a portadores de necessidades especiais;
e-) é uma besta aquele que não "molhar a mão" do guardinha quando tiver a chance.
Ou seja, vivemos num país onde a Lei de Gérson constitui a base do pensamento popular.
Somos um bando de pessoas que sente ódio pela corrupção nas altas cúpulas do governo enquanto diz, sem nenhuma vergonha, que faria o mesmo se lá estivesse. Temos mais interesse no comportamento dos dirigentes dos clubes de futebol do que no comportamento dos políticos por conta de algum traço de moral forte ao ponto de não criticar aqueles cujos valores nos são comuns.
Ok. Acho que já basta de desabafo. Antes que alguém, que porventura venha a ler esse texto, pergunte ou comente que eu não sou diferente daqueles que acabei de criticar (ressalto a presença de um "nós" presente na maior parte do texto).
Mas, de qualquer forma, assumo que não sou de todo diferente, apenas um cidadão com tendência a otário, besta, vacilão com muita dificuldade para sair da escola.
Um bom dia a todos.
Estamos todos nessa barca cultural ;D
ResponderExcluirEu também estou com uma tendência a ser otário :P
tava lendo blake recentemente, e lá dizia nais ou menos assim "as máximas de uma sociedade exprimem melhor o comportamento de um povo" kkkkk
ResponderExcluirPor isso que eu digo que no Brasil, político tinha que ganhar pouco e voto não devia ser obrigatório. Veja na Suécia. Os caras lá ganham pouco.
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=3aC4A7bSnXU&feature=player_embedded
Existe uma diferença muito grande entre quem faz porque quer e quem faz pelo interesse. Mas vamos cair na real. O máximo que a gente consegue fazer é ficar na internet reclamando. Se nós quisermos mudar as coisas, temos que fazer. Nós não somos o que dizemos, pensamos ou o que os outros pensam ou falam de nós. Nós somos o que fazemos! A gente devia seguir o exemplo da campanha dos 0,50 centavos nos postos de gasolina. Outro exemplo: #precojustoja. Vamos ver como ela vai ficar. Se repercurtir em algo, mais campanhas devem ser feitas no mesmo estilo. A gente tem que parar de ficar reclamando, temos que agir. Mas não são 10, 20 ou 30 pessoas que tem que agir não. Tem que ser 10%, 20% 30% da nação.
Não é só na cama que temos que ser ousados, temos que ser assim como cidadãos também. Vejam o caso do economista que se acorrentou no parlamento exigindo que os politiqueiros não aumentassem o seu salário. Eu me lembro que esse ato conseguiu segurar um tempinho o aumento safado deles. Temos que usar a criatividade pra inventar esse métodos, não para criar videozinho da internet como "Vou não quero não nhem nhem mi mi mi".
Como disse Joseph Marie de Maistre: Cada povo tem o governo que merece. Se quisermos um governo melhor, temos que mudar nós mesmo, nossos filhos, amigos e usar essa onda para atingir aqueles que elegemos. Afinal de contas, como vi num desses spams, os políticos são errados porque vieram de um povo errado.
Para ser sincero, eu bem que queria estar errado. existe gente de bem, mas é minoria infelizmente. O que eu friso é que se fossemos maioria, muita coisa seria diferente. Mas não adianta ficar na teoria. Para não ser hipócrita, confesso que já motorizei bêbado, mas é algo q nunca mais faço pq por pouco ia me fuder e aprendi a lição. E já furei fila do Resun tb. Tá vendo, se fussar um pouco a gente ver que já fizemos muita coisa errada: É da nossa cultura! "Temos orgulho de mostrar nossas façanhas e exibir nossas qualidades, mas não nos orgulhamos de apresentar nossos erros"